
A China termina seus Jogos como campeã absoluta nas medalhas de ouro, com 51, mas perdendo para os EUA no total: 110 x 100. Assim, a imprensa americana dirá que os EUA ganharam, e o resto do mundo dirá que a China ganhou.O que não tem a menor importância.
Serão muitos os balanços baseados em números, todos muito interessantes, que vão pipocar na imprensa especializada nos próximos dias: o crescimento de um país, a queda de outro, a relação medalha/habitantes, ouros per capita, recordes, PIB, IDH, tudo. Digo que são interessantes porque o esporte, em muitos casos, é o espelho de uma nação. E, normalmente, os países mais desenvolvidos acabam à frente daqueles que ainda têm coisas para resolver.
Oh, grande novidade.
A novidade é que não é sempre assim. O Brasil, por exemplo, terminou os Jogos de Pequim à frente da Dinamarca, da Suíça, da Finlândia e da Bélgica. Não quer dizer que seja um país mais aprazível para se viver do que esses todos. E ficou atrás da Jamaica, do Quênia e da Etiópia. Sendo muito sincero, eu não trocaria as ruas esburacadas da minha querida e problemática São Paulo pelas ervas jamaicanas, pelos rinocerantes quenianos ou pelo famélico landscape etíope.
O resultado final de um país numa Olimpíada indica, na maior parte das vezes, como ele se preparou
Serão muitos os balanços baseados em números, todos muito interessantes, que vão pipocar na imprensa especializada nos próximos dias: o crescimento de um país, a queda de outro, a relação medalha/habitantes, ouros per capita, recordes, PIB, IDH, tudo. Digo que são interessantes porque o esporte, em muitos casos, é o espelho de uma nação. E, normalmente, os países mais desenvolvidos acabam à frente daqueles que ainda têm coisas para resolver.
Oh, grande novidade.
A novidade é que não é sempre assim. O Brasil, por exemplo, terminou os Jogos de Pequim à frente da Dinamarca, da Suíça, da Finlândia e da Bélgica. Não quer dizer que seja um país mais aprazível para se viver do que esses todos. E ficou atrás da Jamaica, do Quênia e da Etiópia. Sendo muito sincero, eu não trocaria as ruas esburacadas da minha querida e problemática São Paulo pelas ervas jamaicanas, pelos rinocerantes quenianos ou pelo famélico landscape etíope.
O resultado final de um país numa Olimpíada indica, na maior parte das vezes, como ele se preparou
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