sábado, 27 de dezembro de 2008

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A MORTE DE MAYSA EM NITEROI... Eu fui até o Instituto Médico Legal em Niterói,quando Maysa motrreu,na Ponte Rio Niteroi. Biografia da cantora Maysa mostra sua luta contra a angústia e o alcoolismo

Polêmica, atrevida, nervosa, emocional... Maysa Figueira Monjardim (sim, ela é mãe do diretor Jayme Monjardim) era tudo isso e ainda mais. Entre as décadas de 50 e 60, a cantora chamou a atenção do país não apenas por sua bela voz, mas pela personalidade marcante. Trinta anos após sua morte, em janeiro de 1977, ela ganha a biografia "Meu mundo caiu — A bossa e a fossa de Maysa" (Novo Século, R$ 39), escrita pelo jornalista Eduardo Logullo.
O autor conta desde o nascimento da cantora até sua morte trágica, num acidente de carro na Ponte Rio-Niterói. Revela ainda a luta dela contra o álcool e a solidão.
— Tenho 37 anos e, quando Maysa morreu, eu ainda era criança. Mas aquela mulher avançada para a época sempre me chamou a atenção. Com o livro, quem não era nascido naquela época tem a oportunidade de conhecê-la — afirma o autor, que contou com Gal Costa, amiga da cantora, para escrever o prefácio do livro.
“ Tenho 65 anos e, quando Maysa morreu, eu ainda jovem e casado. Mas aquela mulher avançada para a época sempre me chamou a atenção ”
Maysa era amante de Ronaldo Bôscoli quando ele namorava Nara Leão. Após voltar de uma turnê em Buenos Aires, com o músico, Maysa convocou a imprensa e disse: "Quero comunicar em primeira mão que vou me casar com Ronaldo Bôscoli". Detalhe: ele não sabia de nada. Aliás, tinha voltado ao Brasil disposto a reconquistar Nara.
Maysa era agressiva e mal-humorada mesmo quando cantava. Era comum ela atirar objetos na platéia ou descer do palco para despejar bebida em alguém que estivesse conversando durante a apresentação.
A cantora gostava de passar trotes para André Matarazzo (pai de Jayme Monjardim): ligava para um restaurante chique dizendo ser da casa dele. E encomendava 30 pizzas, dez galetos...

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